O governo federal registrou superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril, o melhor resultado para o mês desde 2022, segundo o Tesouro Nacional. O superávit ocorre quando a arrecadação supera os gastos, excluindo juros da dívida. O resultado superou os R$ 19 bilhões (corrigidos pela inflação) de abril de 2024. O secretário-adjunto do Tesouro, David Athayde, atribuiu parte da melhora ao aumento da arrecadação com petróleo devido ao conflito no Irã, que elevou royalties e participações especiais. Embora não tenha precisado o valor, citou projeção de incremento mensal de R$ 8 bilhões, compensado em R$ 6 bilhões por subsídios a combustíveis. As receitas líquidas cresceram 5,8% em termos reais, para R$ 235 bilhões, enquanto as despesas subiram 3,3%, para R$ 210 bilhões. Destaques nas receitas incluem IOF, Imposto de Importação, IR e CSLL. No acumulado do ano, o superávit é de R$ 8,67 bilhões, ante R$ 78,14 bilhões no mesmo período de 2024, impactado pelo pagamento antecipado de precatórios. A meta fiscal de 2026 é superávit de 0,25% do PIB, com intervalo de tolerância. O governo prevê déficit de R$ 60,3 bilhões após abatimentos.

Perspectiva de Mercado

O Nasdaq Composite pode enfrentar volatilidade diante de incertezas sobre política monetária, mas o cenário de inflação controlada oferece suporte. O ouro tende a se manter firme como ativo de refúgio, enquanto o Bitcoin pode oscilar com a busca por risco, mas sem direção clara no curto prazo.


Fonte: G1 Economia

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