Análise de Mercado IA

A perspectiva de que a Copa do Mundo de 2026 injete cerca de US$ 41 bi (R$ 212 bi) na economia global traz implicações claras para os mercados de consumo e viagens. O aumento projetado de 13,1 mi de visitantes e 21,3 mi de diárias de hotel deve pressionar positivamente as ações de redes hoteleiras (Marriott, Hilton, Hyatt) e plataformas de reserva (Airbnb, Booking, Expedia), que podem registrar ganhos de receita já no terceiro trimestre. No segmento de aviação, o pico de demanda em junho‑julho pode compensar a sazonalidade de baixa corporativa, beneficiando companhias aéreas norte‑americanas, embora o risco de elevação dos preços do combustível e eventuais reajustes tarifários possa moderar o entusiasmo dos investidores.

Setores de consumo ligados ao entretenimento, como cervejarias, também devem se beneficiar de um volume estimado de mais de 1 bi de copos consumidos durante o torneio, o que pode elevar as margens de empresas globais de bebidas. Em termos de moedas, o dólar pode ganhar força como moeda de reserva para turistas e investidores, enquanto o real pode sofrer pressão de saída de capitais em busca de ativos mais expostos ao consumo internacional. Os investidores podem considerar posições longas em REITs de hotelaria, ações de companhias aéreas e ETFs de consumo discrecionário, mantendo cautela quanto à volatilidade do preço do combustível e ao cenário geopolítico que ainda afeta o setor de aviação.


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A Copa do Mundo de 2026 deve injetar bilhões de dólares nas economias dos países-sede, impulsionada por um forte aumento do consumo que poderá beneficiar setores que vão do turismo ao varejo e à indústria de artigos esportivos, segundo analistas.
Marcado para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho, o torneio será o maior da história e poderá estimular os gastos dos consumidores em um momento em que a demanda global ainda mostra sinais de fragilidade.
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A primeira Copa do Mundo realizada em três países — Estados Unidos, Canadá e México — deverá acrescentar cerca de US$ 41 bilhões (cerca de R$ 212 bilhões) ao Produto Interno Bruto (PIB) global, segundo um estudo de impacto socioeconômico da Fifa realizado em parceria com a Organização Mundial do Comércio (OMC).
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Operadoras de hotéis
A consultoria B. Riley estima que a Copa do Mundo atrairá 13,1 milhões de visitantes, incluindo pessoas com e sem ingressos para os jogos. O fluxo de turistas deverá resultar em cerca de 21,3 milhões de diárias reservadas por meio de plataformas de viagem.
Analistas avaliam que redes hoteleiras como Marriott, Hilton e Hyatt, além de plataformas de hospedagem e viagens como Airbnb, Booking e Expedia, estão entre as empresas que podem se beneficiar do torneio.
A Marriott acredita que o impulso gerado pela Copa poderá se estender ao terceiro trimestre.
Já o Airbnb projeta que anfitriões das regiões de Nova York-Nova Jersey, Boston e Los Angeles estejam entre os que mais deverão lucrar durante o evento.
Companhias aéreas
O Goldman Sachs avalia que a Copa do Mundo tende a ter um impacto positivo para as companhias aéreas americanas.
Segundo o banco, junho costuma registrar menor fluxo de viagens corporativas e de lazer para os Estados Unidos, o que pode abrir espaço para que o aumento da demanda provocado pela Copa impulsione o setor.
🔎 Por outro lado, a alta dos preços do combustível de aviação em meio à guerra envolvendo o Irã levou companhias aéreas americanas a reajustarem tarifas, o que pode fazer alguns consumidores adiarem ou cancelarem viagens de verão.
Cervejarias
Copo de cerveja sendo servido
Divulgação
A corretora Jefferies estima que mais de 1 bilhão de copos de cerveja sejam consumidos globalmente durante o período da Copa, o que poderá elevar em 0,3% o volume vendido pela indústria.
Os principais ganhos são esperados em mercados como Estados Unidos, México, Brasil e China.
“Depois de cinco anos consecutivos de volatilidade, o mercado de cerveja deverá apresentar um desempenho melhor em 2026”, afirmaram os analistas da Jefferies.
Os analistas destacam ainda que cerca de 75% das partidas serão disputadas nos Estados Unidos e que 84% dos jogos das seleções participantes ocorrerão em fusos horários favoráveis ao consumo de cerveja.
Bernstein, Goldman Sachs e Jefferies apontam a Anheuser-Busch InBev, fabricante da Corona e patrocinadora oficial da Copa, como uma das principais beneficiadas. A Heineken também deve registrar ganhos, impulsionada por sua forte presença na América Latina e na Europa.
Varejo e artigos esportivos
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Isadora Pereira/g1
O Goldman Sachs prevê um aumento na procura por produtos oficiais e itens ligados ao torneio, o que pode favorecer redes varejistas especializadas em artigos esportivos.
Marcas esportivas como Adidas, Puma e Nike também devem se beneficiar da maior visibilidade global e das ações de marketing associadas ao Mundial.
Segundo o Goldman Sachs, a Adidas pode obter ganhos adicionais por ser patrocinadora oficial da bola da competição e fornecer uniformes para diversas seleções participantes.
Alimentação, restaurantes e delivery
O Citi avalia que supermercados tradicionais, além de grandes varejistas, podem registrar aumento das vendas em razão do maior consumo das famílias durante o torneio.
A demanda por restaurantes também deve crescer, impulsionada pelo turismo e pelas reuniões de grupos para assistir aos jogos. Redes de alimentação, pizzarias e distribuidoras de alimentos estão entre as empresas que podem se beneficiar desse movimento.
Mídia e plataformas digitais
Analistas do Deutsche Bank estimam que a Copa de 2026 gere a maior receita publicitária da história do torneio nos Estados Unidos.
Segundo o Morgan Stanley, a competição pode gerar entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões em receitas publicitárias para a Fox, detentora dos direitos de transmissão em inglês.
Já o Deutsche Bank aponta a Telemundo, responsável pelas transmissões em espanhol, como outra beneficiada.
Plataformas digitais como YouTube e Instagram também podem registrar aumento de audiência e engajamento durante o evento, segundo o Citi.
Apostas esportivas
O Deutsche Bank acredita que empresas de apostas esportivas online tendem a apresentar desempenho acima da média durante a Copa, impulsionadas pelo aumento do volume de apostas.
O banco Macquarie estima que o volume global de apostas ultrapasse US$ 50 bilhões durante o torneio, o equivalente a quase US$ 500 milhões por partida. Na edição de 2022, o total superou US$ 35 bilhões.
Imagem aérea do estádio Azteca, onde acontece a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026.
AP/Fernando Llano/Arquivo


Fonte: G1 Economia

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Aviso: este conteúdo é apenas uma análise informativa e não constitui aconselhamento de investimento.