A Minerva Foods (BEEF3), maior exportadora de carne bovina da América do Sul, registrou lucro líquido de R$ 87,3 milhões no primeiro trimestre, queda de 52,8% ante o mesmo período de 2024, pressionada por custos financeiros e alta nos preços do boi. Apesar disso, o Ebitda ajustado subiu 16,2%, para R$ 1,12 bilhão, impulsionado por sinergias de aquisições concluídas no fim de 2025, quando a empresa comprou ativos da antiga Marfrig (hoje MBRF). O CFO Edison Ticle destacou que, mesmo em um trimestre volátil, a companhia manteve ritmo de crescimento graças às novas plantas.
O volume de abates caiu 5,3%, para 1,35 milhão de cabeças, devido à menor oferta de gado e preços mais altos da arroba. Já as vendas totais cresceram 16,2%, para 481,7 mil toneladas, apoiadas por estoques. A receita líquida avançou 19,8%, para R$ 13,4 bilhões, com destaque para o mercado interno (+23,6%) e externo (+19,6%).
Sobre o impacto da guerra no Irã, o CEO Fernando Galletti de Queiroz afirmou que o efeito é marginal, concentrado em custos logísticos. Quanto à China, a empresa espera manter os volumes de exportação graças à diversificação geográfica, com plantas na Argentina, Colômbia e Uruguai, enquanto os EUA surgem como alternativa para parte do volume que exceder a cota brasileira.
Perspectiva de Mercado
Para as ações BEEF3, a perspectiva de curto prazo parece neutra a levemente positiva, com o Ebitda em alta e sinergias de aquisições compensando margens pressionadas. No entanto, a volatilidade dos preços do boi e as incertezas tarifárias com a China podem limitar ganhos. O papel pode se beneficiar da diversificação geográfica, mas o cenário ainda requer cautela.
Fonte: InfoMoney
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