A Vale (VALE3) divulgou lucro líquido de US$ 1,893 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 36% ante o mesmo período de 2025, impulsionado pelo crescimento do Ebitda proforma e pela ausência de efeitos tributários de US$ 135 milhões relacionados ao desinvestimento de ativos de energia no ano anterior. O Ebitda proforma atingiu US$ 3,89 bilhões, alta anual de 23%, com margem de 42%. A receita líquida foi de US$ 9,25 bilhões, alta de 14% ano a ano.

O CEO Gustavo Pimenta destacou o início de ano sólido, com recordes de produção em múltiplos ativos, refletindo excelência operacional e maior flexibilidade do portfólio. A empresa manteve foco em eficiência de custos e na descaracterização de barragens, com redução de 80% desde 2020. O fluxo de caixa livre foi de US$ 813 milhões, alta de US$ 309 milhões anuais, enquanto a dívida líquida expandida subiu para US$ 17,8 bilhões devido ao pagamento de dividendos.

O custo caixa C1 subiu 12% para US$ 23,6/t, impactado pela valorização do real. O preço médio do minério de ferro foi US$ 95,8/t. A Vale Base Metals teve Ebitda proforma de US$ 1,2 bilhão, alta de 116%, com destaque para cobre e níquel.

Perspectiva de Mercado

Para as ações da Vale (VALE3), a perspectiva de curto prazo parece positiva, impulsionada pelo forte desempenho operacional e condições favoráveis de commodities. No entanto, o aumento da dívida e a valorização cambial podem limitar ganhos adicionais. O papel pode continuar a se beneficiar da demanda por minério de ferro e metais básicos, mas com volatilidade.


Fonte: InfoMoney

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