Enquanto o Brasil avança na discussão para reduzir a jornada de trabalho e acabar com a escala 6×1, a Argentina segue na direção oposta. Em fevereiro, o governo de Javier Milei aprovou uma reforma trabalhista que, segundo críticos, retira direitos e permite jornadas de até 12 horas diárias, respeitando o limite de 48 horas semanais. A lei, contestada na Justiça, está em vigor e inclui mudanças como a exclusão do 13º salário e bônus do cálculo de indenizações, a possibilidade de fracionar férias e a classificação de motoristas de aplicativos como autônomos. Sindicatos protestam, classificando a medida como um retrocesso. Especialistas apontam que, embora a reforma busque modernizar as relações trabalhistas e atrair investimentos, seu impacto prático pode ser limitado, especialmente sem melhora na atividade econômica. A Argentina, com alta informalidade (43% dos empregos) e desemprego em 7,5%, destoa da tendência global de redução de jornada, adotada por Chile, Colômbia e México.

Perspectiva de Mercado

O Nasdaq Composite pode enfrentar volatilidade no curto prazo, com investidores monitorando dados de inflação e decisões de política monetária. O ouro tende a se manter como porto seguro, mas sem catalisadores claros para alta expressiva. O Bitcoin pode continuar pressionado por incertezas regulatórias e movimentos de realização de lucros.


Fonte: G1 Economia

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Aviso: este conteúdo é apenas uma análise informativa e não constitui aconselhamento de investimento.